Giselle Amorim Cavati, 23 anos.
Nasci e vivo em Vitória-ES.
Apesar das tentativas de meu pai botafoguense, sou flamenguista de coração.
Advogada, que desistiu de tentar uma vaga no curso de Ed. Física.
Amo ler, desenhar, ouvir música e dormir, muito por sinal.
Sou apaixonada por Chiclete com Banana e não vivo sem chocolate.
Sou sincera, muita vezes ajo por impulso, mas se estou errada, peço perdão.
Tenho medo (e não gosto) de me decepcionar e de me magoar.
Também tenho medo de escuro, de altura, de taruí­ra e de barata.
A solidão não me assusta, nos momentos em que estou sozinha encontro meu equilíbrio.
Creio na capacidade que cada um de nós tem de fazer o bem e ser do bem.
Dificuldades não me intimidam, as barreiras estão aí­ para serem transpostas.
Tento viver intensamente cada minuto da minha vida como se fosse o último, uma hora vai ser! Não quero correr o risco de partir sem ter aproveitado minha passagem por aqui.
Vou todos os dias ao encontro de mim mesma, tentando apenas ser feliz, fazendo algumas pessoas felizes!
Desconfio, até que me provem o contrário!
Acredito em Deus, no amor e na amizade verdadeira.
Não sei viver sem meus amigos.


MSN:gicavati@hotmail.com

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Terça-feira, Maio 31, 2005



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"Algo desaparece e, se você passar muito tempo sem pensar nele, nada haverá de trazê-lo de volta. Recordar não é um ato de vontade, afinal. É algo que ocorre a despeito de nós, e, quando há muita coisa mudando ao mesmo tempo, o cérebro vacila e os objetos lhe escapam. Às vezes, quando me vejo tateando em busca de um pensamento que fugiu, começo a evocar os velhos tempos, a me lembrar de quando eu era menina e toda família viajava de trem para o norte, nas férias de verão. William, meu irmão mais velho, sempre deixava para mim o assento da janela e, a maior parte do tempo, eu não falava com ninguém, viajava com o rosto comprimido na vidraça, contemplando a paisagem, estudando o céu, as árvores e a água, enquanto o trem percorria os campos. Achava tudo tão bonito, tão mais bonito que as coisas da cidade, e, todos os anos, dizia a mim mesma: "Anna, você nunca viu nada mais lindo. Tente se lembrar disso, tente memorizar as belas coisas que está vendo, para que fiquem para sempre com você, mesmo quando já não as possa ver".


Não creio que tenha olhado para o mundo com mais interesse que naquelas viagens ao norte. Queria que tudo me pertencesse, que tudo se tornasse parte do meu ser, e recordo que tentava guardar aquela beleza na memória, armazená-la para depois, quando me fosse realmente necessária.


O diabo é que não consegui. Tentava tanto, mas, de um modo ou de outro, sempre acabava me esquecendo e, por fim, só conseguia me lembrar do quanto tentara me lembrar. As coisas passavam muito depressa e, mal as via, já se haviam escapado, substituídas por outras que também desapareciam antes mesmo que chegasse a vê-las."


In No País das Últimas Coisas, Paul Auster, pg. 77 - 78.

Tirei daqui


Publicado por Giselle, 2:06 AM

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